quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O soneto das Poderosas

As nuvens são éguas aladas
Que voam pelos céus como Deusas
Empinam-se e empoem-se,
Decidindo o que deve ou não ser visto.

Um dia elas deixaram
Um belo crepúsculo banhá-los,
Homens tão inocentes (?) que eram,
Não merecedores de tamanho privilégio...

Elas tinham tamanha Grandeza
Que não se assustavam nem com aviões
Máquinas impiedosas feitas por eles, os inocentes

Máquinas tais que extinguiam as divinas formas;
Sem piedade, pudor, vergonha ou arrependimento.
Mas as Deusas são as Deusas e logo estarão aladas novamente.

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