domingo, 24 de maio de 2009

Formigas, não!

Seres humanos têm a incrível capacidade da emotividade. Ter o poder de contagiar os outros com um sorriso sincero, um abraço apertado é esplêndido. No entanto, nada é perfeito. Quem contagia com os olhos brilhando de alergia contagia também com os olhos brilhando de tristeza. O preocupante é quando a tristeza se torna maior que a felicidade. Até que ponto podemos suportar isso? Melhor: até que ponto podemos viver de bem com isso?

Nada é perfeito, e há uma relação de dependência entre a tristeza e a felicidade. É como se um fosse o yin e o outro fosse o yang já que um equilibra o outro, um completa o outro, um controla a medida do outro. Quando a tristeza se torna maior que a alegria, ou vice-versa, o homem procura um jeito de liberar a energia (positiva ou negativa) acumulada.

Existem vários jeitos de liberar essa energia, seja praticando esportes, fazendo música, escrevendo ou até mesmo utilizando drogas. Esse último não é muito benéfico, pois acelerará o processo do escapismo definitivo. É bom viver um pouco no escapismo sim, pois não somos céticos nem burros o bastante para querermos viver sempre em realidade e nunca em sonho. Sempre há um escapismo benéfico onde liberamos energias. É preciso porém ficar mais atento quando essa energia é oriunda da tristeza em excesso.

É ótimo sermos humanos. Já pensou se fossemos formigas? Trabalhando sempre à espera do inverno, não podendo reclamar de seu cargo de operária sem conquistas nem desejos que espantariam as outras formigas, sempre na mesmice! Ainda bem que temos a possibilidade de sentir, falar, estar alegre ou triste. As formigas não espalham alegria com seu olhar brilhando, que triste...

Um comentário:

  1. este texto é tão belo quanto o "pousar de uma borboleta,com sua inocência, Num pau qualquer..."
    rsrs
    agora sem brincadeira...do blog inteiro esse é um dos meus preferidos...dá até vontade de ler de novo!
    beijinhos!

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