terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O cachorro

Vi um cachorro andar pela rua com seu dono.
Era já magro, parecia um tanto quanto doentio.
Senti pena dele.
Vi sua pele demarcar seus ossos.
Tinha um andar desajeitado, fora de ritmo
Como se algo o incomodasse.
Seu olhar, já caído, procurava um poste para soltar sua urina amarelada
Na luta por um “banheiro público”.
Quando achou o poste certo, seu ignorante dono o puxou pela coleira!
Não entendendo os homens,
Sempre em busca de um poste perfeito para sua urina amarelada sujar.
O quão difícil é pra eles entenderem o seu desejo?
Era como se ele não existisse.
Existia apenas na hora do velho caminhar, o outro enjeitado da casa.
E passeavam os dois.
Isolados do mundo.
Com raiva do mundo.
O dono não se importando com o cachorro.
O cachorro não compreendendo o dono.
Assim seguem todas as manhãs,
Desinteressados e incompreendidos.

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