A mulher cansada não consegue dormir. Seus olhos estão pesados, porém seu medo de ter os contínuos pesadelos a mantém acordada. A dureza de seu dia quer tanto ser absorvida pela cama afagadora de dor e maus pensamentos!
Seus olhos vêem os delírios tornarem-se realidade. Seus ouvidos escutam os gritos internos de sua mente. Gritos dos quais suas cordas vocais não possuem força suficiente para lançar. Suas narinas aspiram a fumaça "tóxica" do amor sendo produzido dele para ela... Sua língua explora receosamente o gosto de alguém desejá-la por inteiro. Sua pele sente lágrimas escorrerem por sua face, causadas por uma dúvida conhecida há tempos... a dúvida do amar ou do estar só.
A pobre mulher sabia que não estava só. Ou pelo menos, deveria saber. Existe um homem que ama tanto aquela pobre mulher. No entanto ela insiste em pensar que está só. Insisti em excluir de sua vida aquele que quer solucionar seus problemas e fazê-la feliz.
O homem que tanto a deseja já está perdendo o gás. É o que ele menos quer, pois o amor que sente pela problemática é incomparável a qualquer outro sentimento que já houvera em sua vida. Ele tenta mostrá-la que está disposto a tudo, mas ela venda os olhos. Parece que ela gosta de viver nesse mar vermelho de lágrimas sangrentas. O forte varão sabe que tem o poder para não deixá-la se afogar, mas sempre que estica a mão para salvar o corpo, ela finge acreditar que consegue nadar sozinha. Ela não consegue. Ela sabe disso. O homem sabe disso. Ela, porém, parece querer continuar assim... sofrendo inutilmente (só é inútil pois há salvação, e ela rejeita o ademão) ! O amor está pronto e empacotado numa caixa de presente, só esperando ela aceitar e abrir.
O homem só deseja que ela não esconda suas verdadeiras lágrimas atrás de falsas gargalhadas, pois ele quer vê-la verdadeiramente, e é só verdadeiramente ele a quer.
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