Oito meses de brigas, de Lágrimas, de dor de cabeça.
Oito meses de muito estresse.
Sim... Oito meses.
Alguns diriam que eu sou louca por desejar que esses oito meses se tornem oito anos, e que depois ao longo da vida eterna, oito décadas, e depois oito séculos, e depois, e depois, e depois...
Esses são aqueles que não conhecem o amor, pois no amor é Impossível não haver estresses, brigas, Lágrimas.... Pelo menos enquanto encarnados e imperfeitos.
O amor tem tudo isso, mas tem também o seu olhar brilhando quando está feliz... Tem o seu sorriso colorindo os meus sonhos, tem o seu abraço quando estou me sentindo pequena. No amor, há a plenitude do meu ser em você.
É por isso que desejo que você se torne a pessoa mais feliz desse mundo; ao meu lado.
Te amo. Eternamente. Inconcionalmente.
domingo, 7 de novembro de 2010
8 meses.
Oito meses de brigas, de Lágrimas, de dor de cabeça.
Oito meses de muito estresse.
Sim... Oito meses.
Alguns diriam que eu sou louca por desejar que esses oito meses se tornem oito anos, e que depois ao longo da vida eterna, oito décadas, e depois oito séculos, e depois, e depois, e depois...
Esses são aqueles que não conhecem o amor, pois no amor é Impossível não haver estresses, brigas, Lágrimas.... Pelo menos enquanto encarnados e imperfeitos.
O amor tem tudo isso, mas tem também o seu olhar brilhando quando está feliz... Tem o seu sorriso colorindo os meus sonhos, tem o seu abraço quando estou me sentindo pequena. No amor, há a plenitude do meu ser em você.
É por isso que desejo que você se torne a pessoa mais feliz desse mundo; ao meu lado.
Te amo. Eternamente. Inconcionalmente.
Oito meses de muito estresse.
Sim... Oito meses.
Alguns diriam que eu sou louca por desejar que esses oito meses se tornem oito anos, e que depois ao longo da vida eterna, oito décadas, e depois oito séculos, e depois, e depois, e depois...
Esses são aqueles que não conhecem o amor, pois no amor é Impossível não haver estresses, brigas, Lágrimas.... Pelo menos enquanto encarnados e imperfeitos.
O amor tem tudo isso, mas tem também o seu olhar brilhando quando está feliz... Tem o seu sorriso colorindo os meus sonhos, tem o seu abraço quando estou me sentindo pequena. No amor, há a plenitude do meu ser em você.
É por isso que desejo que você se torne a pessoa mais feliz desse mundo; ao meu lado.
Te amo. Eternamente. Inconcionalmente.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Sonhos, eternos e ternos.
A vida sem você perde o colorido, perde o brilho, perde o sorriso.
Os sonhos sem você não são sonhos,
São pesadelos... São pesadelos...
E na ausencia das fadas e borboletas
Vê-se que o encando é pronunciar "Estou amando"
Pois de fato, Estou amando!
Estou amando, e amarei sempre
Nada me enganará a mente
De que você sempre estará presente
Seja aqui perto ou lá bem longe
Sempre lhe sentirei abrindo meus olhos
Pra fugir da razão, e sonhar sempre
Sempre sempre sorrindo,
Achando o colorido nas fadas
E nos olhos, o brilho se abrindo.
Não há pesadelo, nunca houve, nunca haverá.
É só você, sempre foi, sempre será
Um grande sonho, eterno sonho, que nunca morrerá.
Os sonhos sem você não são sonhos,
São pesadelos... São pesadelos...
E na ausencia das fadas e borboletas
Vê-se que o encando é pronunciar "Estou amando"
Pois de fato, Estou amando!
Estou amando, e amarei sempre
Nada me enganará a mente
De que você sempre estará presente
Seja aqui perto ou lá bem longe
Sempre lhe sentirei abrindo meus olhos
Pra fugir da razão, e sonhar sempre
Sempre sempre sorrindo,
Achando o colorido nas fadas
E nos olhos, o brilho se abrindo.
Não há pesadelo, nunca houve, nunca haverá.
É só você, sempre foi, sempre será
Um grande sonho, eterno sonho, que nunca morrerá.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
!
Você é o ponto de exclamação na minha frase infinita do amor.
Depois de toda a caminhada, depois de todas as palavras ditas e lidas e declamadas,
Depois de tudo isso, tropeçando por virgulas e parênteses, almejo estar enfim na linha de chegada...
Chegar láááá longe, Lá na margem do infinido da grande frase "JE T'AIME (DE TOU LE MONDE), REINE DE MON COEUR"
Chegarei então, sem gaguejar, e darei o beijo final nos seus lábios
E então uma nova etapa se iniciará
A etapa eterna da minha vida no seu ponto de exclamação.
Pois nossa felicidade e nosso amor nunca deixarão de ser isso:
Um eterno ponto de exclamação.
Para Daniella.
Depois de toda a caminhada, depois de todas as palavras ditas e lidas e declamadas,
Depois de tudo isso, tropeçando por virgulas e parênteses, almejo estar enfim na linha de chegada...
Chegar láááá longe, Lá na margem do infinido da grande frase "JE T'AIME (DE TOU LE MONDE), REINE DE MON COEUR"
Chegarei então, sem gaguejar, e darei o beijo final nos seus lábios
E então uma nova etapa se iniciará
A etapa eterna da minha vida no seu ponto de exclamação.
Pois nossa felicidade e nosso amor nunca deixarão de ser isso:
Um eterno ponto de exclamação.
Para Daniella.
sábado, 20 de março de 2010
A Razão.
Uma música lenta
Um vinho tinto
O corpo acalenta
O sentimento há tempos extinto.
Medo, morte?
Desejo e sorte.
Brigas, obstáculos?
Destino e oráculos.
É incrível como nada mais importa
E ao som de um jazz
Seu olhar me conforta.
O mais clichê dos clichês
Torna-se a palavra poetizada mais bela.
Tornam-se todos juntos os porquês
E eu descubro que vivo a minha vida simplesmente por ela e para ela.
______________________________________________
Ella disse "Sabe quando o dia necessita do sol, para clarear? E a lua, precisa da noite para brilhar? Pois é... assim sou eu... precisando de você para me sentir mais viva, e capaz de amar você."
Nesse momento fiquei sem palavras, novamente.
Uma poetisa sem palavras... Ella me deixa assim, tímida assim, perdida assim.
Rainha, se não digo sempre que você é a realização do meu pedido para aquela estrela cadente é apenas porque não quero que se enjoe de mim tão fácil.
Amo-te.
Abraços de Luz para todos!
Yohana Kaanda.
Um vinho tinto
O corpo acalenta
O sentimento há tempos extinto.
Medo, morte?
Desejo e sorte.
Brigas, obstáculos?
Destino e oráculos.
É incrível como nada mais importa
E ao som de um jazz
Seu olhar me conforta.
O mais clichê dos clichês
Torna-se a palavra poetizada mais bela.
Tornam-se todos juntos os porquês
E eu descubro que vivo a minha vida simplesmente por ela e para ela.
______________________________________________
Ella disse "Sabe quando o dia necessita do sol, para clarear? E a lua, precisa da noite para brilhar? Pois é... assim sou eu... precisando de você para me sentir mais viva, e capaz de amar você."
Nesse momento fiquei sem palavras, novamente.
Uma poetisa sem palavras... Ella me deixa assim, tímida assim, perdida assim.
Rainha, se não digo sempre que você é a realização do meu pedido para aquela estrela cadente é apenas porque não quero que se enjoe de mim tão fácil.
Amo-te.
Abraços de Luz para todos!
Yohana Kaanda.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Meu primeiro amor.
Geisa foi meu primeiro amor. Ela era uma mulher muito mais velha que eu. Eu tinha onze anos. Sim, onze aninhos. E ela já tinha doze. Há uma enorme diferença entre um menino de onze para uma moça de doze, pois as moças de doze só querem saber dos rapazes de quatorze, quinze. Nós dois morávamos no mesmo prédio. Ela era do 802 e eu do 604. Minha varanda dava pra varanda dela. Sempre que ela passava, eu ficava sorrindo como bobo... Mas é claro que nunca indo falar com ela, não tinha ainda tamanha coragem.
Um dia, eu estava na porta ria do prédio, ali na Rua Nossa Senhora de Copacabana mesmo, 1200. Estava esperando a mulher com quem eu queria me casar, a mãe dos meus filhos. Eu esperava ela chegar em algo que chamávamos de "o galinheiro", um ônibus escolar que levava as crianças em casa. Foi então que o porteiro olhou para mim, zangado, e gritou "ei, moleque, deixa a menina morrer em paz!".
Fiquei um tempo parado sem entender direito. A Geisa tinha só 12 anos. Ninguém dessa idade morria. Então eu perguntei pro porteiro, com um pouco de medo, mas perguntei. "o que você disse?". "Deixa a menina morrer em paz! Sai daqui garoto!"
Comecei a correr as escadas do prédio até encontrar Jeremias. Ele era meu rival, também apaixonado por Geisa. Perguntei se ele já sabia daquilo, e ele estava mais adiantado nas informações do que eu.
Confirmou que já tinha escutado algo parecido vindo dos adultos.
Eu e meu rival, lado a lado, esperávamos Geisa chegar da escola. Agora com maior ansiedade que nunca. Esperávamos escondidos atrás de uma pilastra do prédio. Quando vimos minha amada e sua mãe passarem logo corremos para entrarmos no mesmo elevador que elas.
Olhei para meu amor secreto e perguntei "Geisa, posso conversar com você um pouco?". Lembro que ela olhou para mim um tanto quanto assustada, já que nunca nos falamos antes de fato. Ela olhou para mãe e perguntou se podia. A mãe disse que podia se ficássemos no corredor um pouquinho. Sentamo-nos nas escadas do andar, com a porta do apartamento dela aberta para a mãe ficar de olho. Sentava ela no mesmo degrau que eu, na minha frente. No degrau de cima, no meio de nós dois estava Jeremias, do 703.
"O porteiro disse que você estava morrendo". Ao ouvir minhas palavras ela abriu um sorriso no rosto. Um sorriso! E então ela disse "É verdade. Eu tenho uma doença incurável e meus pais já estão gastando muito dinheiro com isso, dinheiro até que não tem. Meu pai até hipotecou algumas coisas nossas. Prefiro morrer logo pra não prejudicar mais eles."
Ela disse isso sorrindo. Um sorriso lindo. Fiquei sem entender muito bem... Era meio confuso. Minha amada tinha só 12 anos!
Depois desse dia, sempre que eu encontrava com aqueles cabelos loiros até a cintura eles me dava um sorriso idêntico aos da escada.
Eu lembro que teve um dia que eu encontrei com ela e ela estava com um lenço na cabeça.
Noutro dia não a vi mais.
Me falaram então que uma ambulância veio buscá-la, e ela foi sorrindo.
Ela tinha tudo para viver uma vida miserável, chorando e contando por seus últimos dias. No entanto ela viveu sorrindo, amando a vida e sendo grata pelo que ela tinha.
Um pouco depois dela ter ido, encontrei com um menino lá do prédio chorando. Ele corava por que estava de castigo. Tentou fugir de casa porque estava aborrecido com o pai porque não lhe deu a bicicleta nova que ele queria de aniversário.
E ela sorria, a minha amada. Sorria de mãos dadas com a Morte.
Foi aí que comecei a avaliar algumas coisas da vida... e como as pessoas são tão diferentes.
__________________________________
Texto verídico. História vivida pelo meu pai, meu grande mestre na vida. Até hoje, quando meu pai fecha os olhos, ele diz que consegue se lembrar dela, do seu cabelo loiro e de seu vestido bonito. E também de seu sorriso.
Foi o primeiro contato com treinamento de pessoas; ela começou um treinamento que meu pai vem aprofundando a cada dia que passa.
Espero ter tocado um pouco vocês. Abraços de Luz!
Yohana Kaanda
Um dia, eu estava na porta ria do prédio, ali na Rua Nossa Senhora de Copacabana mesmo, 1200. Estava esperando a mulher com quem eu queria me casar, a mãe dos meus filhos. Eu esperava ela chegar em algo que chamávamos de "o galinheiro", um ônibus escolar que levava as crianças em casa. Foi então que o porteiro olhou para mim, zangado, e gritou "ei, moleque, deixa a menina morrer em paz!".
Fiquei um tempo parado sem entender direito. A Geisa tinha só 12 anos. Ninguém dessa idade morria. Então eu perguntei pro porteiro, com um pouco de medo, mas perguntei. "o que você disse?". "Deixa a menina morrer em paz! Sai daqui garoto!"
Comecei a correr as escadas do prédio até encontrar Jeremias. Ele era meu rival, também apaixonado por Geisa. Perguntei se ele já sabia daquilo, e ele estava mais adiantado nas informações do que eu.
Confirmou que já tinha escutado algo parecido vindo dos adultos.
Eu e meu rival, lado a lado, esperávamos Geisa chegar da escola. Agora com maior ansiedade que nunca. Esperávamos escondidos atrás de uma pilastra do prédio. Quando vimos minha amada e sua mãe passarem logo corremos para entrarmos no mesmo elevador que elas.
Olhei para meu amor secreto e perguntei "Geisa, posso conversar com você um pouco?". Lembro que ela olhou para mim um tanto quanto assustada, já que nunca nos falamos antes de fato. Ela olhou para mãe e perguntou se podia. A mãe disse que podia se ficássemos no corredor um pouquinho. Sentamo-nos nas escadas do andar, com a porta do apartamento dela aberta para a mãe ficar de olho. Sentava ela no mesmo degrau que eu, na minha frente. No degrau de cima, no meio de nós dois estava Jeremias, do 703.
"O porteiro disse que você estava morrendo". Ao ouvir minhas palavras ela abriu um sorriso no rosto. Um sorriso! E então ela disse "É verdade. Eu tenho uma doença incurável e meus pais já estão gastando muito dinheiro com isso, dinheiro até que não tem. Meu pai até hipotecou algumas coisas nossas. Prefiro morrer logo pra não prejudicar mais eles."
Ela disse isso sorrindo. Um sorriso lindo. Fiquei sem entender muito bem... Era meio confuso. Minha amada tinha só 12 anos!
Depois desse dia, sempre que eu encontrava com aqueles cabelos loiros até a cintura eles me dava um sorriso idêntico aos da escada.
Eu lembro que teve um dia que eu encontrei com ela e ela estava com um lenço na cabeça.
Noutro dia não a vi mais.
Me falaram então que uma ambulância veio buscá-la, e ela foi sorrindo.
Ela tinha tudo para viver uma vida miserável, chorando e contando por seus últimos dias. No entanto ela viveu sorrindo, amando a vida e sendo grata pelo que ela tinha.
Um pouco depois dela ter ido, encontrei com um menino lá do prédio chorando. Ele corava por que estava de castigo. Tentou fugir de casa porque estava aborrecido com o pai porque não lhe deu a bicicleta nova que ele queria de aniversário.
E ela sorria, a minha amada. Sorria de mãos dadas com a Morte.
Foi aí que comecei a avaliar algumas coisas da vida... e como as pessoas são tão diferentes.
__________________________________
Texto verídico. História vivida pelo meu pai, meu grande mestre na vida. Até hoje, quando meu pai fecha os olhos, ele diz que consegue se lembrar dela, do seu cabelo loiro e de seu vestido bonito. E também de seu sorriso.
Foi o primeiro contato com treinamento de pessoas; ela começou um treinamento que meu pai vem aprofundando a cada dia que passa.
Espero ter tocado um pouco vocês. Abraços de Luz!
Yohana Kaanda
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Veja com olhos de ver.
Com as lágrimas salgadas chegando perto de seus lábios e seu peito sentindo um aperto que já fora esquecido. Foi assim o início de uma profunda introspectividade. Buscava em cada detalhe de sua vida um significado, e a enlouquecia o terrível fato de muitas vezes não o encontrar.
Gostava de torturar-se, só podia ser isso... Já que todo dia, a partir daquele em especial, ela fazia seu Ritual. Acendia um incenso. Play em uma música, de preferência clássica. Apagava todas as luzes da casa (embora tivesse um medo absurdo do escuro, desde criança). E deitava em sua cama de casal, naturalmente sozinha. Acompanhada apenas de sua fiel amiga, a gatinha branca e de nome ‘Fada’. Ficavam as duas fêmeas abraçadas, brincando de carinho. Dormiam provavelmente, para que então as horas passassem mais rápido.
Helena às vezes queria se sentir triste. Queria chorar mesmo, sem ser atrapalhada por ninguém. No entanto, outras horas ela buscava fugir sua mente do problema, como se isso fosse ajudá-la imensamente naqueles breves segundos. Helena adquirira o hábito de ver muitos filmes, pois assim focava na história deles, e não mais na sua. Qualquer choro era simplesmente o impressionamento com a arte.
Vivia seus dias um a um, como no sistema de viciados que querem se largar. Ela não tinha perspectiva para seu futuro. Não queria ter. Queria ficar largada, sozinha, abandonada. Ela queria a atenção por meio da pena.
Tudo estava condenado e sua cabeça já estava na forca. Decidiu que ia desistir de viver. Deu ‘Fada’ a uma criancinha qualquer e foi andando. Foi andando sem rumo.
Ela sabia que queria que fosse indolor, mas como poderia ser? Poderia se drogar talvez, ou tentar alguma coisa que a fizesse dormir. Algo quieto, sem bagunça. Sem dor.
“Ei, moça! Minha mãe não deixou eu ficar com a gata. Toma de volta.” Ela um menino de uns 9, 10 anos. O menino segurava A Fada. Foi nesse momento que algo epifânico aconteceu na mente de Helena. Aquele menino estava oferecendo à ela a perpetuação da vida. O menino segurava a vida em suas mãos. A vida de Helena, bem diante de seus próprios olhos. Fada nunca lhe pareceu mais bela. Abraçou aquela bola de pelo e aquele menino como se fossem o tesouro mais importante que jamais pudesse existir.
Voltou correndo para casa e chorou mundos e mundos de alegria.
Gostava de torturar-se, só podia ser isso... Já que todo dia, a partir daquele em especial, ela fazia seu Ritual. Acendia um incenso. Play em uma música, de preferência clássica. Apagava todas as luzes da casa (embora tivesse um medo absurdo do escuro, desde criança). E deitava em sua cama de casal, naturalmente sozinha. Acompanhada apenas de sua fiel amiga, a gatinha branca e de nome ‘Fada’. Ficavam as duas fêmeas abraçadas, brincando de carinho. Dormiam provavelmente, para que então as horas passassem mais rápido.
Helena às vezes queria se sentir triste. Queria chorar mesmo, sem ser atrapalhada por ninguém. No entanto, outras horas ela buscava fugir sua mente do problema, como se isso fosse ajudá-la imensamente naqueles breves segundos. Helena adquirira o hábito de ver muitos filmes, pois assim focava na história deles, e não mais na sua. Qualquer choro era simplesmente o impressionamento com a arte.
Vivia seus dias um a um, como no sistema de viciados que querem se largar. Ela não tinha perspectiva para seu futuro. Não queria ter. Queria ficar largada, sozinha, abandonada. Ela queria a atenção por meio da pena.
Tudo estava condenado e sua cabeça já estava na forca. Decidiu que ia desistir de viver. Deu ‘Fada’ a uma criancinha qualquer e foi andando. Foi andando sem rumo.
Ela sabia que queria que fosse indolor, mas como poderia ser? Poderia se drogar talvez, ou tentar alguma coisa que a fizesse dormir. Algo quieto, sem bagunça. Sem dor.
“Ei, moça! Minha mãe não deixou eu ficar com a gata. Toma de volta.” Ela um menino de uns 9, 10 anos. O menino segurava A Fada. Foi nesse momento que algo epifânico aconteceu na mente de Helena. Aquele menino estava oferecendo à ela a perpetuação da vida. O menino segurava a vida em suas mãos. A vida de Helena, bem diante de seus próprios olhos. Fada nunca lhe pareceu mais bela. Abraçou aquela bola de pelo e aquele menino como se fossem o tesouro mais importante que jamais pudesse existir.
Voltou correndo para casa e chorou mundos e mundos de alegria.
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