domingo, 26 de abril de 2009

Conclusão Óbvia

Ando completamente alienada. Caminho ao encontro do meu amor. Quando se está assim, feliz ao extremo, os problemas todos se tornam simplórios, insignificantes, e quase que inexistentes.
Vejo um homem e uma mulher. Eles dormem na rua suja e imunda, no entanto eu só reparo que são um casal e dormem com suas mãos unidas. Esse casal vive em um pesadelo eterno, porém no meio de tanta infelicidade acharam forças para unirem-se, e desse modo transformar pelo menos algumas partes do pesadelo constante em maravilhosos sonhos.
Se eles, que bens materiais não possuem, tem ao menos um ao outro, chego à obvia conclusão de que são os próprios bens materiais que atrapalham e confundem traiçoeiramente a cabeça humana na hora dela escolher um alguém para com quem sair de todos os pesadelos e encontrar sonhos encantadores.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A epidemia.

Ela se apaixonou e se entregou. Mas ele não correspondeu ao seu amor, e desse modo corrompeu todos os seus valores. Ela dera-lhe sinceridade, mas depois de um tempo viu que não merecia tal prêmio.
Era tanto tempo também que esta gastava com lindos presentes significativos, e era tão pouco o que ele retribuía.
Foi assim, de pouco em pouco, que ele foi mudando aquela pessoa bonita, com princípios, sincera, prestativa, carinhosa, em apenas mais um ser no jogo da sobrevivência egoísta.
Ensinou a ela como não mais se envolver ou se entregar. Como apenas pensar em viver e não mais em salvar.
Desse modo, depois que ele a contagiou, ela passou adiante essa doença humana, louca epidemia.
Ela não mais se lembra de quem era, nem de quem queria ser. Está perdida no meio de uma sociedade doente e aparentemente sem cura.
Como uma pessoa pode corromper valores de outras não é mesmo? É incrível essa capacidade de persuasão do ser humano.